Histórias que Inspiram

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Histórias de Superação – Instituto Superar – Todos de projetos incentivados pela LIE


Jéssica Oliveira

A Jessica tem 13 anos, quando nasceu morava em uma comunidade chamada Rio das Pedras, em Jacarepaguá. Aos 4 anos de idade foi morar no Leblon aonde seu pai trabalhava de porteiro. Não tinha amigos e familiares por perto, começou a ficar com o sentimento muito vazio, contraiu uma doença chamada psoríase, uma doença psicológica, que o corpo fica todo marcado como uma micose, varias placas avermelhadas pelo corpo. Jessica conta que foram momentos muito difíceis, e ela não se aceitava pela pessoa que era, seus amigos da escola a criticavam muito, não queriam ficar perto dela, com medo de pegar. Isso a deixava ainda mais triste.

Seus pais então decidiram voltar para a comunidade, Jessica começou a fazer as terapias com a psicóloga, mas mesmo assim ainda se sentia muito vazia. Levou algum tempo para que pudesse melhorar, mas com 8 anos de idade ainda tinha a psoríase espalhada pelo corpo; seu psicológico ainda estava muito abalado.

Mas foi aí que tudo mudou, quando tinha 10 anos contraiu a meningite meningocócica, uma doença que age no sangue, e com a falta de oxigênio o sangue para de circular e causa a necrose. Passou 1 ano e 2 meses internada, parte da minha perna e braço tinha sido necrosada. Ela diz que não tinha mais vida e que, para sobreviver era necessário fazer as amputações. Desde então começou toda a luta. Teve que fazer varios enxertos pois perdeu uma grande parte da pele, tirou pele do couro cabeludo e das costas para colocar nas pernas e braços. Depois disso tudo ainda perdeu minha audição, “mas graças a Deus ele me deu forças para superar, e com o apoio de toda família e amigos, eu venci!” – diz Jéssica.

Sua mãe, Silvania, relata que Jessica passava o tempo todo no hospital sorrindo e muito grata a Deus por estar viva. Quando descobriu que ia amputar os membros ficou muito triste, não imaginava como iria viver daquela forma, mas ergueu a cabeça e seguiu em frente, pois o importante era ter sobrevivido.
Ela diz “Deus sempre esteve ao me lado me dando forças, hoje posso dizer com todas as palavras que sou muito feliz, Deus tem um propósito na vida de cada um, e sei que esse é o meu, tenho ajudado muitas pessoas com minha história de vida, e me sinto bem ajudando as pessoas e isso me motiva muito, escolhi ser feliz; vou para escola, faço minha natação que tanto queria, estou fazendo teatro, e agora comecei a surfar, nada é impossível para quem tem fé, acredite em você.”

Também agradece ao Superar: “O Instituto Superar está me dando a oportunidade de poder motivar as pessoas, através das minhas palestras, estou muito feliz, seja mas forte do que sua maior desculpa; e se for pra desistir desista de desistir.”


 

As gêmeas: Thamyres e Thayanne

Era uma vez um casal feliz com a notícia da gravidez. No terceiro mês, os pais souberam que seriam gêmeas e logo após descobriram que uma das meninas teria Síndrome de Down. Então começaram a buscar informações sobre o assunto e a entender como seria esse novo desafio.

Na hora do parto descobriram que as duas filhas nasceram com a síndrome, e desde então este casal (Rogerio e Deyse), pais de Tamyres e Tayanne, dedicaram suas vidas a educação e socialização das meninas e participam ativamente, sempre juntos em busca de inclusão e respeito ao próximo.

Com 10 anos de idade, chegaram ao Superar e foram recebidos pela equipe multidisciplinar, o serviço social ouviu a história e logo as acolheu. Desde então viraram xodó do Superar, porque inspirou toda a equipe o casal sempre junto, com amor nos olhos.

Esse casal, e essa família inspiram a sociedade do Rio de Janeiro a ser uma sociedade mais equânime e mais feliz!


 

Matheus Guilherme

Matheus Guilherme de Barros Ribeiro Oliveira, nascido em 28/12/1996, prematuro de 31 semanas de gestação com apgar de 2,7,9; pesando 1kg e 700g, ficou na UTI neonatal 31 dias. Era um bebê considerado grave, mas reagiu ao tratamento. Com 1 ano e dois meses de idade, fechou o quadro de paralisia cerebral.

Aos 4 anos foi submetido a uma cirurgia de alongamento dos tendões; ao longo da sua vida, passou por algumas cirurgias corretivas (Fêmur, Tíbias, Quadril, Pés), foi evoluindo com fisioterapia até os 14 anos, quando desenvolveu a sua 1ª crise convulsiva, até hoje controlada com o auxílio de medicações.

Em 2010, conheceu o Instituto Superar, através da AACD e foi encaminhado para o Projeto Nadando Contra A Corrente, onde se encontra até os dias de hoje, praticando natação. A partir daí, o esporte contribuiu para que ele ganhasse mais força muscular, qualidade de vida, equilíbrio, etc.

Aos 17 anos, teve que se submeter a uma cirurgia de coluna (artrodese) para a correção de uma escoliose de 95°. E mais uma vez o projeto de natação veio ter grande importância para a reabilitação dele. Aos 20 anos, está na Universidade Estácio de Sá, cursando Administração, porém, tem como grande sonho cursar jornalismo para no futuro tornar-se narrador esportivo.

Sua mãe, Maria José diz: “Hoje eu agradeço a Deus, por meu filho poder contar com pessoas tão atenciosas e profissionais comprometidos com o bem estar e qualidade de vida dele. Muito obrigada a todos os colabores e patrocinadores que puderam colaborar com esse projeto que é tão importante nas nossas vidas”.


 

Felipe Carlos

Rita é mãe do nosso aluno Felipe Carlos, nascido em Recife, com paralisia cerebral. Ela diz que a gestação foi normal e que fez todos os tipos de prevenções possíveis, e jamais pensou que teria um filho com deficiencia. Depois de 3 meses, Felipe voltou ao hospital e ficou internado durante 18 dias por causa de uma doença chamada icterícia (que é comum em recém nascidos e deixa os olhos e a pele do bebê no tom amarelado). Depois da alta, em casa, depois de 2 meses, Rita saía na rua com muito cuidado, até que uma senhora na rua comentou com Rita que Felipe não sustentava o pescoço, e indicou que procurassem um médico. Rita levou ao pediatra e o mesmo disse “esperava ele completar 8 meses de vida, se ele não segurar pescoço, procuramos um neurologista”. Na mesma semana Rita estava dentro do IMIP, que é um hospital de referência em Recife, e consultando ao neurologista. No mesmo dia Felipe ja começou a fisioterapia.

Felipe é muito amado pela família, suas avós e tias ajudaram bastante na sua criação, mas infelizmente o SUS de Recife não ofereceu um bom atendimento ao nosso aluno, e foi aí que Rita decidiu se mudar para o Rio de Janeiro e buscar ajuda.
Rita relata que parou toda a sua vida para cuidar do filho: “eu parei todo o meu estudo e trabalho para trabalhar e correr atrás de um tratamento pra ele; hoje eu me sinto muito feliz porque eu vejo ele andar, pois os primeiros passos vieram aos 6 anos de idade. Foi, e ainda é, muito batalha, muitos médicos, muitas omissões de tratamento para que o Felipe tivesse mais atenção dos médicos”.

Hoje, além da Natação no Superar, Felipe faz tratamentos no Sarah Kubitchek, no CRPD (clinica de reabilitação) onde faz fono, curso de computação e aula aula de português e de artes.


 

Família Carrão

Eliane Halbout Carrão de Vasconcelos, mãe, Ernani Peixoto de Vasconcelos, pai, Leonardo Halbout Carrão de Vasconcelos, filho e Sabrina Halbout Carrão de Vasconcelos, filha.

Depois de esgotar as tentativas de gravidez por meio de fertilização e inseminação artificial, Eliane e Ernani abriram à possibilidade da adoção, uma vez que desejavam ser pai e mãe, e não importava como seria a forma da chegada desses filhos fosse por via natural, artificial ou adoção.
No final do processo de habilitação para poderem adotar, em 2007, foram premiados em dose dupla, com a chegada do Leonardo e Sabrina, irmãos biológicos, Léo na época com 2 anos e 6 meses e Sabrina com 1 ano apenas.

Na época não haviam casais pretendentes para adotá-los, pelo fato de serem negros e com deficiência, então nem esperaram na fila da adoção.
Leonardo tem transtorno Global de Desenvolvimento (TGD), leve atraso cognitivo; Sabrina tem focomelia (ausência do antebraço) e escoliose idiopática, necessitando de várias cirurgias na coluna.

Juntos aprenderam a ser pai, mãe e filhos, juntos têm superado as limitações neurológicas do Léo e a condição física da Sabrina. Tem horas que aperta. Não sabem como lidar. Nem tudo é um conto de fadas, mas aprendem todos os o significado do amor.

Gostam de lembrar que adoção é antes de tudo, “um gesto humano, e não ato de super-heróis, dispostos a salvar o mundo e a semear a caridade.” O que se deseja é viver a maternidade e a paternidade, missão que implica enfrentar as possíveis dificuldades de uma relação, tolerância e disponibilidade.

A família Carrão não é diferente das outras famílias, a não ser pelo fato de ter sido formada não pelo DNA biológico, mas pelo “DNA da alma”.

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