Histórias que Inspiram

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Histórias de Superação – Instituto Superar – Todos de projetos incentivados pela LIE


Leonardo Carrão e Sabrina Carrão

Modalidade: Natação adaptada

Leonardo Carrão e Sabrina CarrãoFamília Carrão: Eliane Halbout Carrão de Vasconcelos, 48 anos, Ernani Peixoto de Vasconcelos, 57 anos, Leonardo Halbout Carrão de Vasconcelos, 11 anos e Sabrina Halbout Carrão de Vasconcelos, 10 anos.

Depois de esgotar as tentativas de gravidez por meio de fertilização e inseminação artificial, eu e meu esposo nos abrimos à possibilidade da adoção, uma vez que desejávamos ser pai e mãe, e não importava como seria a forma da chegada desses filhos fosse por via natural, artificial ou adoção.

No final do processo de habilitação para podermos adotar, em 2007, fomos premiados em dose dupla, com a chegada do Leonardo e Sabrina, irmãos biológicos, Léo na época com 2 anos e 6 meses e Sabrina com 1 ano apenas.

Na época não havia casais pretendentes para adotá-los, pelo fato de serem negros e com necessidades especiais então nem esperamos na fila da adoção.

Leonardo hoje com 11 anos, tem transtorno Global de Desenvolvimento (TGD), leve atraso cognitivo.

Sabrina hoje com 10 anos tem focomelia (ausência do antebraço) e escoliose idiopática, necessitando de várias cirurgias na coluna.

Juntos aprendemos a ser pai, mãe e filhos, juntos temos superado as limitações neurológicas do Léo e a condição física da Sabrina. Tem horas que aperta. Não sabemos como lidar. Nem tudo é um conto de fadas, mas aprendemos todos os dias a nos amar.

Gostamos de lembrar que adoção é “antes de tudo, um gesto humano, e não ato de super-heróis, dispostos a salvar o mundo e a semear a caridade.” O que se deseja é viver a maternidade e a paternidade, missão que implica enfrentar as possíveis dificuldades de uma relação, tolerância e disponibilidade.

Nossa família não é diferente das outras famílias, a não ser pelo fato de ter sido formada não pelo DNA biológico, mas pelo “DNA da alma”.

 


Débora Benevides – Convocada para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

Modalidade: Paracanoagem

Rio de Janeiro - Brasileiros estréiam na prova de Canoagem Velocidade nas Paralimpíadas Rio 2016. Na foto a atleta Debora Benevides. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Ela tem 20 anos de idade, nasceu e foi criada em Campo Grande – Mato Grosso do Sul (MS). Nasceu com uma deficiência chamada Ortrogripose Congênita e má formação durante a gestação. Com a perda da mãe biológica aos 3 anos de idade, foi morar com a mãe adotiva que a influenciou a praticar esportes.

Aos 15 anos de idade começou no atletismo. Embora as dificuldades que viveu e vive por ser cadeirante, o esporte a ajudou a superar todos os obstáculos. Através do atletismo, conheceu o mundo da canoagem onde experimentou o caiaque e se apaixonei. “Praticar esporte dentro da água é mágico”, relata Débora.

Quando participou da sua primeira competição no caiaque e teve a honra de conhecer o Jorge Souza de Freitas, técnico da Paracanoagem no Rio de Janeiro, onde os atletas remavam a canoa Polinésia, mais conhecida como canoa Havaiana. Vendo seu potencial na água, o Jorge fez um convite para Débora treinar no Rio de Janeiro, mas para que isso fosse possível, ela teria que largar toda a sua família em Mato Grosso do Sul (MS). Foi uma decisão difícil, mas ela teve o apoio de toda família então pegou suas malas e veio embora com o Técnico para o Rio de Janeiro.

Sua vida mudou radicalmente, e como ela é uma pessoa de muita sorte, além de conseguir um técnico competente e dedicado, ganhou um pai e uma grande família. “Não foi difícil para sua família me aceitar e em alguns dias já era considerada filha, irmã, neta e sobrinha. Sou eternamente grata a todos eles!” Débora também ganhou outra família chamada Instituto Superar, quando iniciou no projeto incentivado pelo Ministério do Esporte “Detecção de Talentos Paracanoagem e Parava’a no Rio de Janeiro, onde teve toda a estrutura de treino, lanche, uniforme, equipe multidisciplinar, material esportivo e muito incentivo. Os resultados não paravam de chegar para Débora. O esporte transformou sua vida completamente. Algumas conquistas:

Em 2014 foi Campeã na Copa Brasil de Paracanoagem – 1° Etapa em São Paulo (SP) e na 2° Etapa em Caxias do Sul (RS); Campeã Brasileira de Paracanoagem em São Paulo (SP); Campeã Sul-americana de Paracanoagem na Cidade do México – MEX e 5° lugar no meu primeiro Campeonato Mundial de Canoagem e velocidade em Moscou – RUSSIA.

Conforme a decisão do Comitê Internacional Olímpico de Canoagem e Paracanoagem, só o caiaque estaria nas Paralimpíadas. Após a notícia, em 2015 ela retomou os treinos de Caiaque para concorrer a uma vaga nas Paralimpíadas. Mas não parou de competir na canoa. As dificuldades nunca fizeram Débora parar.

Foi Campeã na Copa Brasil de Paracanoagem em São Paulo (SP); Campeã na Canoa e no caiaque no Campeonato Brasileiro de Paracanoagem e Velocidade em Curitiba (PR); Vice Campeã na Canoa e no Caiaque nos campeonatos Pan-Americano e Sul-americano em São Paulo (SP); 3° Lugar no Campeonato Mundial de Canoagem Velocidade e Paracanoagem em Milan – ITÁLIA.

3° Lugar no Aquece Rio International Canoe Sprint and Paracanoe no Rio de Janeiro (RJ)

Em 2016 foi Campeã na Copa Brasil de Paracanoagem – 1° Etapa;

Vice Campeã na Canoa e 4° Lugar no caiaque no Campeonato mundial de Paracanoagem e Qualificatória Paralímpica de Paracanoagem em Duisburg – ALEMANHA. Conquistando o 4° Lugar no Caiaque, foi automaticamente classificada para participar das Paralimpíadas Rio 2016.

Com a vaga para as Paralimpíadas, foi necessário parar os treinos de canoa para focar 100% no Caiaque para conquistar seu Lugar no pódio, no campeonato mais importante que um atleta pode participar. “Conto com a energia positiva de todos os Brasileiros no mês de Setembro”, diz Débora entusiasmada com a competição e com os treinos. Ser cadeirante não é um fator limitador para ela, as dificuldades ela dribla e usa o esporte para superar e ser feliz.

 


Kátia Cilene

Modalidade: Natação adaptada/Paracanoagem

Foto KatiaEla tem 22 anos, mora na comunidade do Gardênia Azul, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, é cadeirante atualmente por conta de uma lesão medular que sofreu em 2008 quando ainda tinha 14 anos. Essa lesão foi devido a um tumor intramedular que deixou Kátia paraplégica. Passou por diversas cirurgias para retirada do tumor, mas sempre voltou as suas atividades firme e forte, mesmo os médicos alertando sobre o alto risco.

Moradora de comunidade, Kátia sempre encontrou muitas barreiras arquitetônicas, além da falta de acessibilidade atitudinal, a falta de incentivo dos médicos, sempre a condenando ao fim da vida, mas diante de tudo isso, ela encontrou no esporte forças para continuar. Sua história com o esporte começou em 2011 na natação através do Instituto Superar, no projeto Nadando Contra a Corrente, incentivado pelo Ministério do Esporte.

Antes de se tornar cadeirante nunca tinha se interessado por nenhum esporte. Depois que começou a treinar Kátia relata que sua saúde física, emocional e sua autoestima melhoraram muito, passou a se sentir útil e a querer melhorar a cada dia mais na natação e nas competições e mesmo com as dificuldades encontradas em se locomover ela nunca deixei de ir aos treinos. “Nunca desisti”, relata Kátia orgulhosa. Atualmente pratica a paracanoagem, também outro esporte que ela se identificou e gosta muito e pretende treinar muito pra ter novas conquistas.

“O esporte sem duvidas foi e é muito importante na minha vida, pois foi ele que me ajudou a superar as minhas dificuldades dentro de mim e perante a sociedade”. Kátia já participou de várias competições e tem o sonho de subir no pódio em uma paralímpíada.

 

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