Histórias que Inspiram

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Histórias de Superação – Instituto Superar – Todos de projetos incentivados pela LIE


Roberta Moura

Modalidade: Paracanoagem/Atletismo

Foto RobertaEla tem 33 anos sofreu um acidente de moto (coalizão) no retorno do trabalho e fraturou a bacia (open book), amputou a perna esquerda, uma fratura que não tem reconstrução. Sua vida havia terminado ali, a pressão foi a 4, com aparelhos para mantê-la viva, mais a fratura foi tão séria que esperavam somente o óbito. Não podiam desligar os aparelhos no CTI e Roberta foi ganhando tempo.

Passando esta fase cujo ninguém acreditou que passaria, conseguiria ultrapassar pois só acreditam que ela poderia morrer ou no máximo ficar em uma cama vegetando, expectativa nenhuma de estar um dia de pé. Com uma infecção gravíssima quase chegando à generalizada fazendo muitas cirurgias e fazendo muitas transfusões (mais de 10), muitos medicamentos a ponto de não sentir seu corpo, com um fixador na bacia no qual servia para reconstrui-la caso o milagre ocorresse, sem movimento e sensação alguma, porém, com esperança. Ela não pensou em desistir por nenhum minuto sempre com sua mãe ao lado lhe dando forças.

O tempo passou e algumas pessoas abraçaram sua causa e se empenharam em tentar fazer o impossível. Ela foi desenganada pelos médicos, viver, se mover, sentar, estar de pé e andar… Jamais poderia, era o que Roberta ouvia. Hoje superou tudo isto e o esporte tem papel fundamental nessa superação. Diziam que ela nunca pegaria peso, nunca usaria uma prótese, e vida ativa jamais. Ela iniciou no esporte através do projeto incentivado pelo Ministério do Esporte “Detecção de Talentos Paracanoagem e Parava’a no Rio de Janeiro, remou, e depois através do próprio Instituto Superar conheceu o projeto de atletismo e hoje faz lançamento de disco e corrida em cadeira de rodas.

Roberta diz: “tive êxito, remei, andei de skate, bike, corri e hoje o céu é o limite”. “O esporte é tudo em minha vida”. Para chegar em sua casa, no bairro da Piedade, no Rio, ela tem que subir cerca de 180 degraus todos os dias, com apenas uma perna, para ela isso só lhe dá mais fôlego para viver.

 


Débora Benevides – Convocada para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

Modalidade: Paracanoagem

Rio de Janeiro - Brasileiros estréiam na prova de Canoagem Velocidade nas Paralimpíadas Rio 2016. Na foto a atleta Debora Benevides. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Ela tem 20 anos de idade, nasceu e foi criada em Campo Grande – Mato Grosso do Sul (MS). Nasceu com uma deficiência chamada Ortrogripose Congênita e má formação durante a gestação. Com a perda da mãe biológica aos 3 anos de idade, foi morar com a mãe adotiva que a influenciou a praticar esportes.

Aos 15 anos de idade começou no atletismo. Embora as dificuldades que viveu e vive por ser cadeirante, o esporte a ajudou a superar todos os obstáculos. Através do atletismo, conheceu o mundo da canoagem onde experimentou o caiaque e se apaixonei. “Praticar esporte dentro da água é mágico”, relata Débora.

Quando participou da sua primeira competição no caiaque e teve a honra de conhecer o Jorge Souza de Freitas, técnico da Paracanoagem no Rio de Janeiro, onde os atletas remavam a canoa Polinésia, mais conhecida como canoa Havaiana. Vendo seu potencial na água, o Jorge fez um convite para Débora treinar no Rio de Janeiro, mas para que isso fosse possível, ela teria que largar toda a sua família em Mato Grosso do Sul (MS). Foi uma decisão difícil, mas ela teve o apoio de toda família então pegou suas malas e veio embora com o Técnico para o Rio de Janeiro.

Sua vida mudou radicalmente, e como ela é uma pessoa de muita sorte, além de conseguir um técnico competente e dedicado, ganhou um pai e uma grande família. “Não foi difícil para sua família me aceitar e em alguns dias já era considerada filha, irmã, neta e sobrinha. Sou eternamente grata a todos eles!” Débora também ganhou outra família chamada Instituto Superar, quando iniciou no projeto incentivado pelo Ministério do Esporte “Detecção de Talentos Paracanoagem e Parava’a no Rio de Janeiro, onde teve toda a estrutura de treino, lanche, uniforme, equipe multidisciplinar, material esportivo e muito incentivo. Os resultados não paravam de chegar para Débora. O esporte transformou sua vida completamente. Algumas conquistas:

Em 2014 foi Campeã na Copa Brasil de Paracanoagem – 1° Etapa em São Paulo (SP) e na 2° Etapa em Caxias do Sul (RS); Campeã Brasileira de Paracanoagem em São Paulo (SP); Campeã Sul-americana de Paracanoagem na Cidade do México – MEX e 5° lugar no meu primeiro Campeonato Mundial de Canoagem e velocidade em Moscou – RUSSIA.

Conforme a decisão do Comitê Internacional Olímpico de Canoagem e Paracanoagem, só o caiaque estaria nas Paralimpíadas. Após a notícia, em 2015 ela retomou os treinos de Caiaque para concorrer a uma vaga nas Paralimpíadas. Mas não parou de competir na canoa. As dificuldades nunca fizeram Débora parar.

Foi Campeã na Copa Brasil de Paracanoagem em São Paulo (SP); Campeã na Canoa e no caiaque no Campeonato Brasileiro de Paracanoagem e Velocidade em Curitiba (PR); Vice Campeã na Canoa e no Caiaque nos campeonatos Pan-Americano e Sul-americano em São Paulo (SP); 3° Lugar no Campeonato Mundial de Canoagem Velocidade e Paracanoagem em Milan – ITÁLIA.

3° Lugar no Aquece Rio International Canoe Sprint and Paracanoe no Rio de Janeiro (RJ)

Em 2016 foi Campeã na Copa Brasil de Paracanoagem – 1° Etapa;

Vice Campeã na Canoa e 4° Lugar no caiaque no Campeonato mundial de Paracanoagem e Qualificatória Paralímpica de Paracanoagem em Duisburg – ALEMANHA. Conquistando o 4° Lugar no Caiaque, foi automaticamente classificada para participar das Paralimpíadas Rio 2016.

Com a vaga para as Paralimpíadas, foi necessário parar os treinos de canoa para focar 100% no Caiaque para conquistar seu Lugar no pódio, no campeonato mais importante que um atleta pode participar. “Conto com a energia positiva de todos os Brasileiros no mês de Setembro”, diz Débora entusiasmada com a competição e com os treinos. Ser cadeirante não é um fator limitador para ela, as dificuldades ela dribla e usa o esporte para superar e ser feliz.


Tayana Medeiros

Modalidade: Atletismo adaptado

Foto TayanaEla tem 23 anos, mora na comunidade do Morro da Fé, no Complexo da Penha, nasceu com uma doença chamada Artrogripose que é uma má formação congênita. Com 11 dias de nascida foi encaminhada para o seu primeiro tratamento no hospital Menino Jesus, desde lá fez varias cirurgias, no total foram 10.

Aos 5 anos de idade deu seus primeiros passos (como diz seus pais, seus primeiros passos para o sucesso, rs). Desde cedo Tayana foi se superando, a cada dia encontrava mais dificuldades. Descendo e subindo ladeiras da comunidade onde mora, correndo e brincando em becos e vielas da favela, mas nada impedia Tayana de sonhar e de seguir sua caminhada. “Em 2015 através de um amigo conheci o Instituto Superar, fui de curiosa conhecer o projeto de atletismo e acabei me apaixonando e percebi que minha deficiência não me impedia de nada”, relata a atleta.

Comecei a treinar com uma equipe maravilhosa, e dia após dia fui me superando cada vez mais e hoje posso dizer que sou uma das pessoas mais felizes desse mundo. Pois “através do esporte pude perceber que posso fazer de tudo e mais um pouco, que posso alcançar meus objetivos”. “A minha deficiência não me impede em nada, eu trabalho, estudo, vou para shows e pratico esporte”.

“O esporte me proporciona coisas que eu nunca imaginava fazer, lugares que eu nunca imaginava chegar e eu não quero para. Uma menina negra, deficiente, que mora em comunidade, só o esporte me tirou o estigma”.

 


Kátia Cilene

Modalidade: Natação adaptada/Paracanoagem

Foto KatiaEla tem 22 anos, mora na comunidade do Gardênia Azul, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, é cadeirante atualmente por conta de uma lesão medular que sofreu em 2008 quando ainda tinha 14 anos. Essa lesão foi devido a um tumor intramedular que deixou Kátia paraplégica. Passou por diversas cirurgias para retirada do tumor, mas sempre voltou as suas atividades firme e forte, mesmo os médicos alertando sobre o alto risco.

Moradora de comunidade, Kátia sempre encontrou muitas barreiras arquitetônicas, além da falta de acessibilidade atitudinal, a falta de incentivo dos médicos, sempre a condenando ao fim da vida, mas diante de tudo isso, ela encontrou no esporte forças para continuar. Sua história com o esporte começou em 2011 na natação através do Instituto Superar, no projeto Nadando Contra a Corrente, incentivado pelo Ministério do Esporte.

Antes de se tornar cadeirante nunca tinha se interessado por nenhum esporte. Depois que começou a treinar Kátia relata que sua saúde física, emocional e sua autoestima melhoraram muito, passou a se sentir útil e a querer melhorar a cada dia mais na natação e nas competições e mesmo com as dificuldades encontradas em se locomover ela nunca deixei de ir aos treinos. “Nunca desisti”, relata Kátia orgulhosa. Atualmente pratica a paracanoagem, também outro esporte que ela se identificou e gosta muito e pretende treinar muito pra ter novas conquistas.

“O esporte sem duvidas foi e é muito importante na minha vida, pois foi ele que me ajudou a superar as minhas dificuldades dentro de mim e perante a sociedade”. Kátia já participou de várias competições e tem o sonho de subir no pódio em uma paralímpíada.

 


Leonardo Carrão e Sabrina Carrão

Modalidade: Natação adaptada

Leonardo Carrão e Sabrina CarrãoOs irmãos foram adotados por Eliane Carrão e Ernani Peixoto em 2007, um com 2 anos e meio e uma com 1 ano. Hoje Leonardo está com 11 anos e Sabrina com 9 anos. Leonardo possui um atraso cognitivo leve, DPAC e espectro autista. Sabrina é deficiente física, com focomelia ( não possui o antebraço esquerdo) e escoliose idiopática, com necessidade de cirurgias anuais na coluna para permitir seu crescimento.

O esporte ( natação) foi um divisor de águas na vida dos dois. Para Sabrina devido ao grave problema de coluna, é muito importante, pelos benefícios que já sabemos que proporciona a saúde e bem estar, e por ela também ter bronquite. Além do convívio com outras crianças e jovens com deficiência física, ajuda a mesma a ver que tem outras pessoas parecidas com ela e que ser diferente é normal, e que podem praticar um esporte.

Para o Leonardo o esporte permitiu melhorar sua auto estima, sua confiança. No início tinha pavor da água, treinou por meses agarrado no pescoço do professor. Hoje em dia nada em uma piscina de quase 2 metros de profundidade sozinho e sem boia. Incrível o ganho que teve e tem através da prática do esporte.

A mãe relata : “ Para meu esposo e eu, ver nossos filhos cada um com sua necessidade especial se desenvolvendo, por meio do esporte, foi um crescimento pessoal, pois achávamos especialmente com o Léo que ele nunca conseguiria fazer nada certo e na natação, ele consegue fazer tudo o que lhe é solicitado”.

Os atletas:

LEONARDO HALBOUT CARRÃO DE VASCONCELOS – 19/06/2005 – 11

anos: SABRINA HALBOUT CARRÃO DE VASCONCELOS – 11/12/2006 – 9

anos

Os pais:

ELIANE HALBOUT CARRÃO DE VASCONCELOS 47 anos

ERNANI PEIXOTO DE VASCONCELOS 56 ANOS

 


 

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